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Caminhoneiros: CNT e governo firmam parceria para qualificar motoristas

Falta de atratividade, más condições de trabalho e infraestrutura precária afastam jovens da profissão.

A escassez de caminhoneiros no Brasil é um problema real e complexo. Ele tem diversas causas e impactos no setor de transporte e na economia do país. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que no país há mais de 1,1 milhão de veículos registrados para transporte de cargas em transportadoras e cooperativas. 

Já a Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que o número de caminhoneiros autônomos esteja próximo de 470 mil. No entanto, a classe projeta que o Brasil necessite de cerca de 2 milhões de profissionais para suprir a demanda atual, considerando tanto autônomos quanto aqueles empregados por empresas.

Um dos principais fatores para a carência de mão de obra é a falta de atratividade da profissão, que enfrenta condições precárias de trabalho, longas jornadas na estrada, baixa remuneração e insegurança.

A Confederação Nacional de Transportes, aponta que dos 11.502 quilômetros analisados, 65,7% das rodovias brasileiras estão em más condições. Ou seja, os altos índices de acidentes e violência também contribuem para o desinteresse pela carreira.

“Outro ponto que reflete nesse cenário é a mudança no perfil dos jovens adultos, que cada vez mais buscam carreiras com melhores condições de trabalho, flexibilidade e perspectivas de crescimento profissional. A profissão de caminhoneiro, por suas características, não se encaixa nesse perfil, dificultando a atração de novos talentos para o setor.”

Para solucionar essa questão, o Governo Federal e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) firmaram um acordo para atrair e qualificar novos caminhoneiros. O programa prevê a utilização do Cadastro Único para identificar pessoas interessadas na profissão. A qualificação dos candidatos ficará sob responsabilidade das empresas de transporte e contará com a criação de um cadastro específico para facilitar a contratação. 

Além de medidas como programas de capacitação, é imprescindível garantir jornadas de trabalho justas. Além disso, remuneração adequada e direitos trabalhistas básicos, como carteira assinada, férias, descanso, vale-alimentação e plano de saúde. 

Infraestrutura e segurança também são aspectos para atrair novos caminhoneiros, investimento em melhorias nas estradas e nos pontos de descanso para os motoristas. Assim, garantindo condições adequadas de trabalho e descanso. A fiscalização nas rodovias também é fundamental para aumentar a segurança e reduzir os acidentes, um dos principais fatores que afastam as pessoas da profissão.

A solução do problema exige esforço conjunto. Dessa forma, envolvendo novas políticas públicas e sindicatos da categoria. Só assim será possível garantir a eficiência do setor de transporte, com mais profissionais ativos e evitar rupturas no fluxo de suprimentos que impactam o funcionamento da vida em sociedade. 

Fonte: Portal do Trânsito

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