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Roubo de cargas no Rio cai, mas valor cresce

Houve queda de 9,4% no número de roubo de cargas no Estado do Rio de Janeiro em 2025, em relação a 2024, mas o valor dos bens roubados aumentou 16,16%. Os dados, do Instituto de Segurança Pública (ISP), constam em estudo feito pelo sindicato dos transportadores (Sindicarga).

“Houve uma mudança no viés de roubo, porém o valor da carga roubada registrado foi muito maior. Isso impacta na logística e na produtividade, o que gera repasse de custo à sociedade”, afirmou Filipe Coelho, presidente do Sindicarga.

Em reunião na Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), no final de abril, Coelho afirmou que “o maior percentual de carga roubada é formado por alimentos e similares. Existem relatos da Associação de Atacadistas e Distribuidores do Estado do Rio de Janeiro (Aderj) em que alguns distribuidores não podem mais vender em determinada localidade por conta do tráfico local”.

“Como podemos gerar desenvolvimento econômico onde existe domínio territorial pelo poder paralelo? Todos os representantes do setor produtivo precisam atuar em conjunto junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para garantir que a atuação da segurança pública seja assertiva”, conclamou Coelho.

O secretário do Conselho de Combate ao Mercado Ilegal da Fecomércio-RJ, João Gomes, fez uma análise dos dados apresentados na pesquisa. “O crescimento da informalidade no estado do Rio de Janeiro é muito expressivo e em nível alarmante. Além do roubo de cargas, há também a questão da compra de itens do mercado ilegal pela população. É uma questão que se aprofunda em um nível de agravamento e entrelaçamento de várias causas”, ressaltou.

O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), Edson Vismona, concordou com a necessidade de melhorar o apoio do setor produtivo às forças de segurança. “Não são oferecidos os meios suficientes de combate ao mercado ilegal. Além disso, há também o combate ao contrabando de produtos ilegais a vendedores cadastrados em marketplaces”, afirmou.

O coordenador do Disque Denúncia, Renato Almeida, defendeu a revisão das leis de segurança.

“É preciso unirmos as forças para combatermos o roubo de cargas. É necessário continuarmos esse trabalho didático e de conscientização da população. Existe também a necessidade de revisão das leis de segurança. Com esse crime, perdemos receita e isso precisa ser combatido”, afirma.

Fonte: https://monitormercantil.com.br/sindicarga-apresenta-estudo-sobre-roubo-de-cargas-em-reuniao-na-fecomercio-rj/

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