O Brasil encerrou junho de 2026 com 283.992 antenas de telefonia móvel ativas, registrando um crescimento de 1,82% em relação a abril. O dado faz parte da Edição 5 do Relatório de Evolução das Redes Móveis, publicado pela Anatel, e revela um cenário de modernização contínua do setor de telecomunicações no país.
Todas as tecnologias – 2G, 3G, 4G e 5G – apresentaram expansão, indicando que a transição tecnológica ocorre de forma gradual e ordenada, sem desligamentos massivos de redes antigas.
O avanço do 5G
O grande destaque desta edição é o 5G, que ultrapassou o 2G em número de antenas pela primeira vez. Com 56.050 transmissores ativos, a tecnologia registrou crescimento de 4,87% (+2.602 antenas) em dois meses e já representa 19,7% do total nacional.
O 4G segue como líder absoluto, com 102.557 antenas (36,1%) e crescimento de 1,42%. O 3G mantém-se estável com 71.248 antenas (25,1%), e o 2G, com 54.137 (19,1%), mostra que ainda há uma base significativa de dispositivos e aplicações dependentes dessa tecnologia.
Destaques regionais
A expansão não é uniforme pelo território nacional. O Tocantins lidera o crescimento em 5G com +11,61%, seguido por estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. São Paulo mantém a maior concentração absoluta de antenas em todas as tecnologias, enquanto o Distrito Federal apresenta a melhor relação de cobertura por habitante.
Impacto no rastreamento veicular e logística
Para o setor de rastreamento veicular, a expansão do 4G e do 5G representa uma mudança de patamar. Com latência reduzida a até 1 milissegundo no 5G, é possível:
- Monitorar frotas em tempo real com precisão inédita
- Integrar soluções de IA e IoT para análise preditiva de riscos
- Responder mais rápido a situações de roubo e furto
- Otimizar rotas com base em dados de conectividade regional
A estabilidade das redes 2G e 3G, por outro lado, mantém uma janela de oportunidade para empresas que ainda não migraram suas soluções. A transição é inevitável, mas não imediata, e isso permite planejamento estratégico.
O que esperar para os próximos meses
A tendência é de aceleração do 5G e manutenção do 4G como backbone da conectividade móvel. O desligamento do 2G e do 3G não está no horizonte imediato, o que dá tempo para que empresas e operadores se preparem.
Para quem atua com rastreamento, logística e gestão de riscos, a recomendação é clara: invista na atualização tecnológica, monitore as rotas da sua área de atuação e aproveite as oportunidades de crescimento que a nova infraestrutura oferece.
Leia o relatório completo
A Edição 5 do Relatório de Evolução das Redes Móveis está disponível para download aqui.
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