O novo marco regulatório da segurança privada traz questões que vão além das empresas prestadoras desses serviços. Transportadoras, embarcadores e operadores logísticos também precisam compreender como a regulamentação pode se relacionar às atividades que contratam e às responsabilidades envolvidas nessa relação.
Para discutir esses impactos de forma prática, a GRISTEC promove, no dia 10 de novembro de 2026, às 19h, durante a Fenatran 2026, o painel “Novo Estatuto da Segurança Privada: o que transportadoras e embarcadores precisam fazer agora”.
O encontro reunirá perspectivas da Polícia Federal, das empresas prestadoras de serviços de segurança privada e do setor de transporte. A mediação será de Bruna Medeiros, presidente da GRISTEC e CEO da Trans Sat. Participam a Dra. Denise Tenório, da Polícia Federal, Dr. Felipe Villarinho, advogado da FENAVIST, e Eduardo Ferreira Rebuzzi, presidente da NTC&Logística.
Um tema para toda a cadeia logística
A segurança privada está presente em diferentes contextos e operações. Por isso, compreender a regulamentação é relevante tanto para quem presta serviços quanto para as organizações que os contratam.
Para transportadoras, embarcadores e operadores logísticos, a atenção começa pela análise dos serviços utilizados e pela compreensão das responsabilidades relacionadas à contratação. Também entram em pauta os processos de homologação e acompanhamento de fornecedores, além da importância de manter escopos e atribuições bem definidos.
O painel pretende ajudar o público a compreender quais perguntas devem ser feitas e quais aspectos precisam ser avaliados no processo de preparação para o novo ambiente regulatório.
Responsabilidades de prestadores e contratantes
Um dos pontos centrais do debate será a relação entre as obrigações das empresas prestadoras e os deveres de quem contrata. Entre as questões propostas estão os cuidados que uma empresa deve observar antes de contratar um serviço sujeito à regulamentação e as possíveis consequências de uma contratação irregular.
A discussão também abordará como os prestadores podem estruturar seus serviços para atender às exigências aplicáveis e oferecer clareza ao contratante. Contratos, procedimentos, qualificação profissional e definição de escopo serão considerados dentro do contexto da relação entre as empresas.
Integração entre diferentes serviços e operações
Em uma operação logística, diferentes empresas e serviços podem estar envolvidos. Nesse contexto, definir com clareza as atribuições de cada parte contribui para uma relação mais organizada entre contratantes e prestadores.
O debate tratará da importância de alinhar escopos, responsabilidades e procedimentos, considerando a integração dos fornecedores com a operação da empresa contratante.
Outro tema previsto é a fronteira entre as atividades internas de uma organização e aquelas que podem caracterizar um serviço orgânico de segurança privada. O objetivo será discutir os cuidados para identificar essas situações e compreender quando podem surgir obrigações relacionadas à regulamentação.
Como começar a preparação
O painel também terá espaço para discutir o período de transição e os primeiros pontos que prestadores e contratantes podem verificar ao iniciar seu processo de adequação. A proposta é oferecer uma conversa acessível e orientada à realidade das empresas, sem restringir o debate a uma única modalidade de serviço.
O novo marco regulatório envolve toda a cadeia: prestadores precisam compreender suas obrigações, enquanto contratantes devem saber o que estão contratando, de quem estão contratando e quais responsabilidades precisam observar.
Painel “Novo Estatuto da Segurança Privada: o que transportadoras e embarcadores precisam fazer agora”
10 de novembro de 2026, às 19h, na Fenatran 2026.